Arecaceae

Attalea burretiana Bondar

Como citar:

Monira Bicalho; Gláucia Crispim Ferreira. 2022. Attalea burretiana (Arecaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

LC

EOO:

277.253,725 Km2

AOO:

124,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Soares, 2022), com distribuição: no estado da Bahia — nos municípios Almadina, Amargosa, Amélia Rodrigues, Camacan, Cravolândia, Dom Macedo Costa, Gandu, Guaratinga, Ibirapitanga, Ilhéus, Jacaraci, Jacobina, Jandaíra, Miguel Calmon, Mucuri, Nova Viçosa, Piatã, Piritiba, Salvador, Santa Terezinha, Santo Amaro, Terra Nova e Una —, e no estado do Espírito Santo — nos municípios Mucurici, Ponto Belo e Santa Teresa.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2022
Avaliador: Monira Bicalho
Revisor: Gláucia Crispim Ferreira
Categoria: LC
Justificativa:

Palmeira com até 30 m de altura, endêmica do Brasil, possui registros em diversos municípios da Bahia e Espírito Santo. Ocorre na Mata Atlântica, em diferentes fitofisionomias de Floresta Pluvial. Apresenta um extenso EOO igual a 232032km², mais de 10 localizações condicionadas à ameaça e registros em Unidades de Conservação. Os valores de EOO e o número de localizações condicionadas à ameaça extrapolam os limiares para a inclusão da espécie em uma categoria de ameaça. Apesar de possuir usos associados, não existem dados de declínios populacionais para aplicação de outros critérios. Assim, a espécie foi considerada como de Menor Preocupação (LC), demandando ações de pesquisa (expedições botânicas direcionadas a buscar pela espécie na localidade típica e em outras localidades próximas são necessárias para aumentar o conhecimento sobre sua distribuição e dinâmica populacional) a fim de ampliar o conhecimento disponível e garantir sua sobrevivência na natureza.

Último avistamento: 2014
Possivelmente extinta? Não

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Publ. Field Mus. Nat. Hist., Bot. Ser. 22: 460, 1942. Espécie com estipe elevado, folhas com pinas regularmente dispersas ao longo da raque e inseridas em um ângulo, flores estaminadas com pétalas lanceoladas, margem minuto-denticulada e anteras retas. É morfofogicamente afim de A. oleifera, A. compta, A. pindobassu, A. camposportoana e A seabrensis. A. burretiana apresenta pinas sempre regularmente espaçadas, pecíolo ausente ou até 6 cm compr., enquanto A. pindobassu e A. seabrensis apresentam pinas proximais irregularmente espaçadas, com pecíolos geralmente longos (Soares, 2022).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Sim
Detalhes: A espécie é colhida na natureza para uso local como alimento e fonte de materiais. Seu óleo extraído de suas sementes é usado na culinária, e suas folhas são usadas como cobertura para casas e no sombreamento de hortaliças (Tropical Plants Database, 2022).

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Não existem dados populacionais.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: tree
Biomas: Mata Atlântica
Vegetação: Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Fitofisionomia: Floresta Ombrófila Densa, Floresta Secundária
Habitats: 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland Forest
Detalhes: Palmeira com até 30 m de altura. Ocorre na Mata Atlântica, em Floresta Pluvial (Soares, 2022).
Referências:
  1. Soares, K.P., 2022. Attalea. Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. URL https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB43612 (acesso em 10 ago. 2022).

Ameaças (4):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 1.1 Housing & urban areas habitat,occurrence past,present,future regional high
De acordo com o MapBiomas, o município Salvador (BA) possui 29,67% (20572,65ha) do seu território convertido em áreas de infraestrutura urbana, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022a). Em 2020, a espécie apresentava 7,86% (880,65 ha) da sua AOO convertidos em áreas de infraestrutura urbana, atividade que cresce a uma taxa de 0,25% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 2009 até 2020, a conversão tem crescido a uma taxa de 0,53% aa (MapBiomas, 2022b).
Referências:
  1. MapBiomas, 2022a. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2020. Município: Salvador (BA). URL https://drive.google.com/file/d/1RT7J2jS6LKyISM49ctfRO31ynJZXX_TY/view?usp=sharing (acesso em 15 de agosto de 2022).
  2. MapBiomas, 2022b. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 1985 e 2020. URL https://https://mapbiomas.org (acesso em 15 de agosto de 2022).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.1.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat,occurrence past,present,future regional high
Em 2020, a espécie apresentava 10,35% (1.158,96 ha) da sua AOO convertidos em áreas de mosaico de agricultura e pastagem, atividade que diminui a uma taxa de -0,42% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 2008 até 2020, a conversão tem crescido a uma taxa de 0,09% aa (MapBiomas, 2022).
Referências:
  1. MapBiomas, 2022. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 1985 e 2020. URL https://https://mapbiomas.org (acesso em 15 de agosto de 2022).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.2.3 Scale Unknown/Unrecorded habitat past,present,future regional very high
De acordo com o MapBiomas, os municípios Mucuri (BA), Mucurici (ES) e Nova Viçosa (BA) possuem, respectivamente, 36,1% (64532,86ha), 7,36% (3976,15ha) e 44,54% (58630,67ha) de seus territórios convertidos em áreas de silvicultura, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022). De acordo com o IBGE, os municípios Mucuri (BA), Nova Viçosa (BA), Mucurici (ES) e Santa Teresa (ES) possuem, respectivamente, 31,83% (56895ha), 41,84% (55081ha), 9,62% (5202ha) e 16,11% (11001ha) de seus territórios convertidos em áreas de silvicultura, segundo dados de 2020 (IBGE, 2022).
Referências:
  1. MapBiomas, 2022. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2020. Municípios: Mucuri (BA), Mucurici (ES) e Nova Viçosa (BA). URL https://drive.google.com/file/d/1RT7J2jS6LKyISM49ctfRO31ynJZXX_TY/view?usp=sharing (acesso em 15 de agosto de 2022).
  2. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2022. Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, dados de 2020. Municípios: Mucuri (BA), Nova Viçosa (BA), Mucurici (ES) e Santa Teresa (ES). URL https://sidra.ibge.gov.br/Tabela/5930 (acesso em 15 de agosto de 2022).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat,occurrence past,present,future regional high
De acordo com o Atlas das Pastagens Brasileiras, os municípios Almadina (BA), Amargosa (BA), Amélia Rodrigues (BA), Camacan (BA), Cravolândia (BA), Dom Macedo Costa (BA), Gandu (BA), Guaratinga (BA), Ibirapitanga (BA), Ilhéus (BA), Jacaraci (BA), Jacobina (BA), Jandaíra (BA), Miguel Calmon (BA), Mucuri (BA), Nova Viçosa (BA), Piatã (BA), Piritiba (BA), Salvador (BA), Santa Terezinha (BA), Santo Amaro (BA), Terra Nova (BA), Una (BA), Mucurici (ES), Ponto Belo (ES) e Santa Teresa (ES) possuem, respectivamente, 30,87% (7571,42ha), 68,84% (29716,07ha), 69,03% (11518,66ha), 14,25% (8334,64ha), 36,52% (6668,6ha), 88,6% (8396,89ha), 15,59% (3579,14ha), 54,88% (120161,98ha), 7,97% (3767,16ha), 11,52% (18296,2ha), 37,14% (49484,33ha), 46,69% (102394,78ha), 30,51% (19552,31ha), 40,67% (65060,05ha), 31,63% (56543,78ha), 20,16% (26534,25ha), 12,31% (22481,27ha), 52,38% (51346,92ha), 6,16% (4273,15ha), 81,9% (58908,31ha), 42,11% (20822,77ha), 90,47% (17483,08ha), 12,62% (14223,4ha), 82,43% (44556,5ha), 89,89% (32371,56ha) e 22,02% (15040,26ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagem, segundo dados de 2020 (Lapig, 2022). De acordo com o MapBiomas, os municípios Almadina (BA), Amargosa (BA), Amélia Rodrigues (BA), Camacan (BA), Cravolândia (BA), Dom Macedo Costa (BA), Gandu (BA), Guaratinga (BA), Ibirapitanga (BA), Ilhéus (BA), Jacaraci (BA), Jacobina (BA), Jandaíra (BA), Miguel Calmon (BA), Mucuri (BA), Mucurici (ES), Nova Viçosa (BA), Piatã (BA), Piritiba (BA), Ponto Belo (ES), Santa Teresa (ES), Santa Terezinha (BA), Santo Amaro (BA), Terra Nova (BA) e Una (BA) possuem, respectivamente, 30,88% (7571,95ha), 67,47% (29124,65ha), 65,89% (10995,01ha), 13,97% (8171,19ha), 35,63% (6505,94ha), 87,65% (8307,17ha), 15,24% (3498,5ha), 54,07% (118376,36ha), 7,74% (3660,4ha), 11,12% (17662,32ha), 32,68% (43548,71ha), 29,67% (65069,33ha), 29,49% (18896,77ha), 22,33% (35714,4ha), 29,64% (52984,67ha), 82,28% (44473,34ha), 17,8% (23428,14ha), 10,2% (18625,34ha), 31,71% (31085,76ha), 89,89% (32370,12ha), 20,84% (14234,14ha), 64,15% (46138,69ha), 40,33% (19942,51ha), 89,57% (17309,14ha) e 12,01% (13537,09ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagens, segundo dados de 2020 (MapBiomas, 2022a). Em 2020, a espécie apresentava 24,97% (2.796,90 ha) da sua AOO convertidos em áreas de pastagem, atividade que diminui a uma taxa de -0,06% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 2008 até 2020, a conversão tem diminuído a uma taxa de -0,25% aa. Ademais, em 2020, a espécie apresentava 10,35% (1.158,96 ha) da sua AOO convertidos em áreas de mosaico de agricultura e pastagem, atividade que diminui a uma taxa de -0,42% aa desde 1985 até 2020. No entanto, desde 2008 até 2020, a conversão tem crescido a uma taxa de 0,09% aa (MapBiomas, 2022b).
Referências:
  1. Lapig - Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento, 2022. Atlas Digital das Pastagens Brasileiras, dados de 2020. Municípios: Almadina (BA), Amargosa (BA), Amélia Rodrigues (BA), Camacan (BA), Cravolândia (BA), Dom Macedo Costa (BA), Gandu (BA), Guaratinga (BA), Ibirapitanga (BA), Ilhéus (BA), Jacaraci (BA), Jacobina (BA), Jandaíra (BA), Miguel Calmon (BA), Mucuri (BA), Nova Viçosa (BA), Piatã (BA), Piritiba (BA), Salvador (BA), Santa Terezinha (BA), Santo Amaro (BA), Terra Nova (BA), Una (BA), Mucurici (ES), Ponto Belo (ES) e Santa Teresa (ES). URL https://www.lapig.iesa.ufg.br/lapig/index.php/produtos/atlas-digital-das-pastagens-brasileiras (acesso em 15 de agosto de 2022).
  2. MapBiomas, 2022a. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2020. Municípios: Almadina (BA), Amargosa (BA), Amélia Rodrigues (BA), Camacan (BA), Cravolândia (BA), Dom Macedo Costa (BA), Gandu (BA), Guaratinga (BA), Ibirapitanga (BA), Ilhéus (BA), Jacaraci (BA), Jacobina (BA), Jandaíra (BA), Miguel Calmon (BA), Mucuri (BA), Mucurici (ES), Nova Viçosa (BA), Piatã (BA), Piritiba (BA), Ponto Belo (ES), Santa Teresa (ES), Santa Terezinha (BA), Santo Amaro (BA), Terra Nova (BA) e Una (BA). URL https://drive.google.com/file/d/1RT7J2jS6LKyISM49ctfRO31ynJZXX_TY/view?usp=sharing (acesso em 15 de agosto de 2022).
  3. MapBiomas, 2022b. Projeto MapBiomas - Coleção 6 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 1985 e 2020. URL https://https://mapbiomas.org (acesso em 15 de agosto de 2022).

Ações de conservação (2):

Ação Situação
5.1.2 National level needed
A espécie ocorre em territórios que poderão ser contemplados por Planos de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF Pró-Espécies - Todos Contra a Extinção: Território PAT Capixaba-Gerais - 33 (ES), Território Itororó - 35 (BA), Território PAT Chapada Diamantina-Serra da Jiboia - 39/40 (BA).
Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
A espécie foi registrada nas seguintes Unidades de Conservação: Área de Proteção Ambiental Baía de Todos Os Santos, Área de Proteção Ambiental Lagoa Encantada e Área de Proteção Ambiental Lagoas e Dunas do Abaeté.

Ações de conservação (2):

Uso Proveniência Recurso
1. Food - human natural seed
As sementes desta espécie têm valor comercial pois delas são extraídos óleos usados na culinária (Tropical Plants Database, 2022).
Referências:
  1. Tropical Plants Database, Ken Fern. 2020. Useful Tropical Plants Database. tropical.theferns.info. URL http://tropical.theferns.info/ (acesso em 19 de agosto de 2022).
Uso Proveniência Recurso
9. Construction/structural materials natural leaf
As folhas desta espécie tem uso comercial na manufatura e de subsistência na confecção de coberturas para casas e sombreamento de plantações (Tropical Plants Database, 2022).
Referências:
  1. Tropical Plants Database, Ken Fern. 2020. Useful Tropical Plants Database. tropical.theferns.info. URL http://tropical.theferns.info/ (acesso em 19 de agosto de 2022).