Fabaceae

Andira carvalhoi R.T.Penn. & H.C.Lima

Como citar:

Eduardo Fernandez; Eduardo Amorim. 2018. Andira carvalhoi (Fabaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

LC

EOO:

55.011,985 Km2

AOO:

96,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Pennington, 2003; Pennington & Lima, 1995; Flora do Brasil 2020 em construção, 2018), com ocorrência nos estados: BAHIA, municípios de Ilhéus (Carvalho 2547), Itacaré (Laceda 160), Maraú (Queiroz 13877), Porto Seguro (Farias 302), Santa Cruz Cabrália (Silva 872) e Una (Pennington 232); MINAS GERAIS, município de São Domingos do Prata (Mattos s.n.). Segundo a Flora do Brasil 2020 a espécie não ocorre no estado de Minas Gerais.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2018
Avaliador: Eduardo Fernandez
Revisor: Eduardo Amorim
Categoria: LC
Justificativa:

Árvore de até 3 m, endêmica do Brasil (Pennington e Lima, 1995). Foi coletada em Restinga e Floresta Estacional associadas a Mata Atlântica nos estados da Bahia e Minas Gerais. Apresenta distribuição ampla, EOO=45966 km² e presença confirmada dentro dos limites de Unidades de Conservação de proteção integral, com significativos remanescentes de vegetação nativa. Também encontra-se bem representada em herbários desde sua descrição formal. Aparentemente, a espécie encontra-se livre de ameaças diretas como corte seletivo ou outros usos que afetem sua perpetuação. Diante do exposto, a espécie foi considerada neste momento como de Menor Preocupação (LC), demandando ações de pesquisa (números e tendências populacionais, impacto das ameaças sobre a população) a fim de se evitar sua inclusão em categoria de ameaça restritiva no futuro próximo caso potenciais reduções em EOO, AOO, número de indivíduos maduros e extensão e qualidade de habitat se confirmem, ante as crescentes ameaças documentadas para as Restingas onde ocorre.

Último avistamento: 2014
Possivelmente extinta? Não
Severamente fragmentada? Desconhecido

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Kew Bull. 50 (3): 559. 1995.

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido o valor econômico da espécie.

População:

Detalhes: Não existem dados sobre a população.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: tree
Fenologia: perenifolia
Longevidade: perennial
Luminosidade: heliophytic
Biomas: Mata Atlântica
Vegetação: Restinga
Fitofisionomia: Vegetação de Restinga
Habitats: 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland Forest
Clone: unkown
Rebrotar: unkown
Detalhes: Arbusto multi-ramificado com rizoma rastejante ou pequena árvore com copa difusa, até 10 m de altura, ocorrendo na Bahia, nos domínios da Mata Atlântica, em Restinga (Penninhgton & Lima 1995).
Referências:
  1. Pennington, R.T. & Lima, H.C. 1995. Two new species of Andira (Leguminosae) from Brazil and the influence of dispersal in determining their distributions. Kew Bull. 50 (3): 557-566.

Ameaças (2):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.3 Livestock farming & ranching habitat,occurrence,mature individuals past,present,future regional high
O município de Ilhéus com 158277 ha tem 6,8% de seu território (10839 ha) transformado em pastagem (Lapig, 2018). O município de Porto Seguro com 228626 ha tem 23,9% de seu território (54866 ha) transformados em pastagem (Lapig, 2018).
Referências:
  1. http://maps.lapig.iesa.ufg.br/lapig.html (acesso em 9 de Novembro de 2018).
  2. http://maps.lapig.iesa.ufg.br/lapig.html (acesso em 12 de novembro 2018).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 1 Residential & commercial development habitat past,present,future regional high
Segundo Silva et al. (2002), uma preocupação é a forte erosão genética que populações naturais da espécie vêm sofrendo, principalmente por influências antrópicas causadas por empreendimentos imobiliários nos municípios com potencialidade turística, a exemplo de Ilhéus, Valença, Itacaré e Porto Seguro.
Referências:
  1. Silva, L. A. M.,Simões, L. L., Lino, C. F., 2002. Piaçava - 500 Anos de Extrativismo. São Paulo, SP: SENAC São Paulo, 2002.

Ações de conservação (2):

Ação Situação
1 Land/water protection needed
Perda de habitat como consequência do desmatamento pelo desenvolvimento urbano, mineração, agricultura e pecuária representa a maior causa de redução na biodiversidade da Mata Atlântica. Estima-se que restem apenas entre 11,4% a 16% da vegetação original deste hotspot, e cerca de 42% da área florestal total é representada por fragmentos menores que 250 ha (Ribeiro et al., 2009). Os centros urbanos mais populosos do Brasil e os maiores centros industriais e de silvicultura encontram-se na área original da Mata Atlântica (Critical Ecosystem Partnership Fund, 2001).
Referências:
  1. Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF), 2001. Atlantic Forest Biodiversity Hotspot, Brazil. Ecosystem Profiles. https://www.cepf.net/sites/default/files/atlantic-forest-ecosystem-profile-2001-english.pdf (acesso em 31 de agosto 2018).
  2. Ribeiro, M.C., Metzger, J.P., Martensen, A.C., Ponzoni, F.J., Hirota, M.M., 2009. The Brazilian Atlantic Forest: How much is left, and how is the remaining forest distributed? Implications for conservation. Biol. Conserv. 142, 1141–1153.
Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
A espécie foi registrada na Reserva Biológica de Una (Queiroz 13835), Refúgio de Vida Silvestre de Una (Carvalho 622), Área de Proteção Ambiental Santo Antônio (Silva 872), Área de Proteção Ambiental Costa de Itacaré/Serra Grande (Lacerda 160),Área de Proteção Ambiental Baía de Camamu (Queiroz 13877) .

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.