BROMELIACEAE

Alcantarea nevaresii (Leme) J.R.Grant

Como citar:

Rodrigo Amaro; Tainan Messina. 2018. Alcantarea nevaresii (BROMELIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

VU

EOO:

0,00 Km2

AOO:

8,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do estado do Rio de Janeiro (Forzza et al., 2015), onde foi coleta nos municípios de Nova Friburgo, na APA de Macaé de Cima (A. Costa, 372) e Teresópolis (E.M.C. Leme 2227). A. nevaresii faz parte de um grupo de bromélias com distribuição restrita à região de Macaé de Cima e montanhas próximas entre os municípios de Teresópolis e Nova Friburgo (Versieux, 2009). Encontra-se entre 900 e 1200 metros de altitude (Versieux e Wanderley, 2015).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2018
Avaliador: Rodrigo Amaro
Revisor: Tainan Messina
Critério: D2
Categoria: VU
Justificativa:

A espécie rupícola ou terrestre é endêmica do estado do Rio de Janeiro. Integra um grupo de bromélias com distribuição restrita à região de Macaé de Cima e montanhas próximas entre os municípios de Teresópolis e Nova Friburgo (Versieux, 2009). Em uma de suas subpopulações, localizada nos Campos de Altitude da Pedra Bicuda, na APA Macaé de Cima, a espécie ocorre de maneira densa. Possui AOO=8 km² e está sujeita a duas situações de ameaça. Apesar de protegida na Reserva Ecológica de Macaé de Cima (atual Área de Proteção Ambiental de Macaé de Cima) e no Parque Estadual dos Três Picos (Versieux e Wanderley, 2015), ações antrópicas, principalmente a formação de pastagens com a utilização do fogo, são ameaças para a espécie (Mendes, 2010). Em caso de persistência, essas ameaças podem causar o aumento do seu risco de extinção em um futuro próximo. A espécie possui valor econômico e é cultivada localmente em Friburgo (Versieux e Wanderley, 2015).

Último avistamento: 1993
Quantidade de locations: 2
Possivelmente extinta? Não
Razão para reavaliação? Mistake
Justificativa para reavaliação:

Registros validados no recorte anterior foram considerados inválidos pelo especialista neste atual recorte. Além disso, algumas informações de ocorrência não estavam de acordo com os dados apresentados no mapa.

Houve mudança de categoria: Sim
Histórico:
Ano da valiação Categoria
2012 EN

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Espécie descrita em Bromélia 2(3): 15, fig. 1995. A. nevaresii apresenta afinidades morfológicas com A. geniculata (Wawra) J. R. Grant e A. duarteana (L.B.Sm.) J. R. Grant (Leme 1995) (Costa; Wendt, 2007). Versieux (2009) afirma que a espécie necessita ser melhor caracterizada, visto que a maior parte dos caracteres se sobrepõe aos de A. geniculata. Uma boa estratégia para gerar conhecimento taxonômico sobre a espécie seria o cultivo ex-situ de plantas da localidade típica (Versieux e Wanderley, 2015).

População:

Detalhes: Em uma de suas subpopulações, localizada nos Campos de Altitude da Pedra Bicuda, na APA Macaé de Cima, a ocorrência da espécie se dá de maneira densa (A. Costa, 372). As subpopulações podem ser simpátricas com A. imperialis (Versieux, 2009).
Referências:
  1. Versieux, L.M. 2009. Sistemática, filogenia e morfologia de Alcantarea (Bromeliaceae). Tese de Doutorado. São Paulo: Universidade de São Paulo. 235p.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: herb
Luminosidade: heliophytic
Biomas: Mata Atlântica
Vegetação: Vegetação sobre afloramentos rochosos, Campo de Altitude
Fitofisionomia: Afloramento Rochoso, Campos de Altitude
Habitats: 6 Rocky Areas [e.g. inland cliffs, mountain peaks], 4.7 Subtropical/Tropical High Altitude Grassland
Detalhes: Erva rupícola (Forzza et al., 2015) ou terrestre, heliófila (A. Costa, 372), atingindo entre 1,3 e 2,2 metros de altura (Versieux, 2009) de ocorrência em domínios fitogeográfico Mata Atlântica, em Campo de Altitude e afloramentos rochosos (Forzza et al., 2015) próximo a às áreas de floresta. Formando touceiras nas fendas das rochas e apresenta propagação por brotações basais (Versieux, 2009). As subpopulações podem ser simpáticas com A. imperialis (Versieux e Wanderley, 2015).
Referências:
  1. Forzza, R.C.; Costa, A.; Siqueira Filho, J.A.; Martinelli, G.; Monteiro, R.F.; Santos-Silva, F.; Saraiva, D. P.; Paixão-Souza, B.; Louzada, R.B.; Versieux, L. 2015. Bromeliaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB5966>. Acesso em: 31 Mar. 2015
  2. Versieux, L.M. 2009. Sistemática, filogenia e morfologia de Alcantarea (Bromeliaceae). Tese de Doutorado. São Paulo: Universidade de São Paulo. 235p.
  3. Versieux, L. M. ; Wanderley, M.G.L. . Bromélias-gigantes do Brasil. 1. ed. Natal: Capim Macio & Offset, 2015. v. 1. 200p.

Reprodução:

Detalhes: Floresce de outubro a janeiro, com pico em dezembro (Versieux e Wanderley, 2015). Frutos coletados em abril (Versieux e Wanderley, 2015).
Fenologia: flowering (Fev~Fev), flowering (Apr~Apr), fruiting (Apr~Apr)
Referências:
  1. Versieux, L. M. ; Wanderley, M.G.L. . Bromélias-gigantes do Brasil. 1. ed. Natal: Capim Macio & Offset, 2015. v. 1. 200p.

Ameaças (2):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 2.1.2 Small-holder farming habitat,occupancy,occurrence,mature individuals present,future local medium
Historicamente, no município de Nova Friburgo e na área onde se encontra a APA de Macaé de Cima, praticava-se agricultura de subsistência e de base familiar em pequenas e médias propriedades, com plantio de feijão, mandioca e hortaliças e, em menor quantidade, criação de animais (Mendes, 2010).
Referências:
  1. Mendes, S.P., 2010. Implantação da APA Macaé de Cima (RJ): um confronto entre a função social da priopriedade eo direito ao meio ambiente ecologicamente preservado. V Encontro Nac. da Anppas, Florianópolis, SC.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 1.3 Tourism & recreation areas habitat,locality present,future local low
Devido à beleza cênica e ao elevado estágio de preservação da Mata Atlântica, a região de Nova Friburgo despertou a atenção de admiradores da natureza na década de 1970. A área tornou-se um lócus de atração turística, e como consequência, houve uma substituição das atividades agropecuárias por atividades vinculadas ao turismo. Propriedades que antes eram destinadas à agricultura foram substituídas por pousadas, hotéis, restaurantes e casas de veraneio (Mendes, 2010).
Referências:
  1. Mendes, S.P., 2010. Implantação da APA Macaé de Cima (RJ): um confronto entre a função social da priopriedade eo direito ao meio ambiente ecologicamente preservado. V Encontro Nac. da Anppas, Florianópolis, SC.

Ações de conservação (2):

Ação Situação
1.1 Site/area protection on going
Espécie ocorre na APA Macaé de Cima (A. Costa, 372) e no Parque Estadual dos Três Picos (Versieux e Wanderley, 2015).
Referências:
  1. Versieux, L. M. ; Wanderley, M.G.L. . Bromélias-gigantes do Brasil. 1. ed. Natal: Capim Macio & Offset, 2015. v. 1. 200p.
Ação Situação
5.1.2 National level on going
Espécie categorizada como Em Perigo na Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção (MMA, 2014).
Referências:
  1. MMA, 2014. Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção. Brasil.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
13. Pets/display animals, horticulture natural whole plant
A maioria das Bomeliaceae apresenta potencial ornamental, o que vem causando o declínio das populações naturais de algumas espécies (Souza e Lorenzi, 2012).
Referências:
  1. Souza, V. C.; Lorenzi, H. 2008. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado na APG III. 3a ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 768 p.