Miguel d'Avila de Moraes; Tainan Messina. 2012. Aechmea muricata (BROMELIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Endêmica de Pernambuco e Alagoas (Martinelli et al., 2008; Forzza et al., 2010). Registrada em meio à vegetação arbustiva nas restingas da praia do Paiva, Cabo de Santo Agostinho - PE (Sacramento et al., 2007). Siqueira Filho e Leme (2006) relacionam as seguintes localidades para o táxon: Mata da Fábrica da Pólvora, Estação Ecológica do Tapacurá (Mata do Camocim) e Mata da Cova da Onça em Pernambuco; Sítio Laranjeiras, Paripueira em Alagoas.
<i>Aechmea muricata</i> é endêmica do Brasil e ocorre exclusivamente nos Estados de Alagoas e Pernambuco. Tem AOO bastante reduzida (AOO=68 km²) e está sujeita a menos de cinco situações de ameaça. A espécie é epífita facultativa de dossel ou estrato emergente e ocorre em áreas de Floresta Ombrófila Densa, Floresta Estacional Semidescidual e Restinga. <i>A. muricata</i> apresentava distribuição inicial em toda a zona litorânea, principalmente nas Restingas, desde Igarassu, passando por Recife e Maceió, e também nas Matas Secas ao norte de Pernambuco. Atualmente, grande parte das localidades conhecidas da espécie encontra-se urbanizada, como por exemplo a Praia de Boa Viagem, na cidade do Recife, e a Restinga dos Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes. Assim, a espécie foi avaliada como "Em perigo" (EN).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.4 Infrastructure development | |||||
| A espécie apresentava distribuição inicial em toda zona litorânea, principalmente nas restingas, desde Igarassu passando por Recife e Maceió, presente também nas matas secas ao norte de Pernambuco. Atualmente, grande parte das localidades conhecidas da espécie encontram-se urbanizadas, compreendendo as cidades de Recife e Jaboatão dos Guararapes, como por exemplo a Praia de Boa Viagem e a restinga dos Prazeres. Diante desse declínio de habitats e localidades, a espécie foi categorizada como "EN" na lista da Biodiversitas (2005) (Siqueira-Filho; Leme 2006). Em Biodiversitas (2005) foram apontadas como ameaças: perda e degradação do habitat, declínio das condições ótimas e endemismo extremo. É provável que esta espécie esteja em perigo de extinção, pela contínua derrubada de árvores na região e por ser uma espécie com pequenas populações no ambiente onde vive (Sousa; Wanderley, 2000). | |||||
| Ação | Situação |
|---|---|
| 4.4 Protected areas | on going |
| Ocorre na Estação Ecológica do Tapacurá (Mata do Camocim), São Lourenço da Mata - PE (Siqueira-Filho; Leme, 2006, Biodiversitas, 2005). Foram apontadas em Biodiversitas (2005) as medidas de conservação: proteção, recuperação de habitats e fiscalização; a espécie também foi indicada como amplamente cultivada. | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2.1.2 National level | on going |
| A espécie foi considerada "Em Perigo" (EN) na Lista vermelha da flora do Brasil (MMA, 2008), anexo 1. | |