BROMELIACEAE

Aechmea apocalyptica Reitz

Como citar:

Miguel d'Avila de Moraes; Tainan Messina. 2012. Aechmea apocalyptica (BROMELIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

VU

EOO:

9.839,484 Km2

AOO:

16,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Distribuição: São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Forzza et al., 2010). Característica dos capões de borda oriental do planalto situados entre 800 e 1200 m de altitude (Reitz, 1983).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador: Miguel d'Avila de Moraes
Revisor: Tainan Messina
Critério: B1ab(iii,v)+2ab(iii,v)
Categoria: VU
Justificativa:

<i>Aechmea apocalyptica</i> é endêmica do Brasil e tem distribuição restrita (EOO=8.759,10 km²) aos Estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e, possivelmente, Paraná. Apesar da baixa AOO (16 km²), suspeita-se que a espécie também ocorra em outras áreas dentro de sua distribuição. Porém, estima-se que sua AOO não ultrapasse 2.000 km². Foram identificadas três situações de ameaça distintas. A espécie apresenta hábito epífitico e terrícola, em matas de araucária, CampoSujo e na orla e no interior de capões, e capacidade de dispersão restrita. Tem valor ornamental e sua população foi reduzida durante o período de atividades do Serviço Nacional de Malária, quando foram retirados ca. 74.194 indivíduos de bromélias do ambiente e foram destruídas/desmatadas áreas com ca. 79.570 m². Assim, <i>A. apocalyptica</i> foi avaliada como "Vulnerável" (VU).

Perfil da espécie:

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido

População:

Flutuação extrema: Sim
Detalhes: Segundo Bataghin et al. (2010), em estudo sobre a distribuição da comunidade de epífitas vasculares em sítios sob diferentes graus de perturbação na Floresta Nacional de Ipanema - SP, a espécie foi classificada em penúltimo segundo o valor de importância epifítica no ambiente Remanescente Isolado/Alterado.

Ecologia:

Biomas: Mata Atlântica
Fitofisionomia: Habita matas de araucária, campo sujo, orla e interior de capões, com dispersão restrita e descontínua (Reitz, 1983).
Habitats: 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland, 3.6 Subtropical/Tropical Moist
Detalhes: Erva epífita ou terrícola, pequena, de aproximadamente 40 cm, de luz difusa ou heliófita muito rara; desenvolve-se na orla e no interior dos capões c como epífita ou terrícola ou talvez também nos subbosques dos pinhais; da borada oriental do planalto, no alto da Serra do Mar, no extremo nordeste de Santa Catarina. Fértil em setembro (Reitz, 1983), polinizada por aves e dispersada por animais (Silva et al., 2009).

Ameaças (2):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1 Habitat Loss/Degradation (human induced)
Segundo Reitz (1983), durante o período de atividades do Serviço Nacional de Malária, foram retirados ca. 74.194 indivíduos de bromélias do ambiente e foram destruídas/desmatadas áreas com ca. 79.570 m². Mesmo não sendo indicada como uma das espécies preferencialmente retiradas da natureza, A. apocalyptica provavelmente ocorria nas áreas destruídas ou desmatadas.
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
3.4 Material
Segundo Reitz (1983), durante o período de atividades do Serviço Nacional de Malária, foram retirados ca. 74.194 indivíduos de bromélias do ambiente e foram destruídas/desmatadas áreas com ca. 79.570 m². Mesmo não sendo indicada como uma das espécies preferencialmente retiradas da natureza, A. apocalyptica provavelmente ocorria nas áreas destruídas ou desmatadas.

Ações de conservação (3):

Ação Situação
5.7 Ex situ conservation actions on going
A espécie está em cultivo no JBRJ (Nara Vasconcelos, com. pess.).
Ação Situação
1.2.1.2 National level on going
Consta como "Deficiente de Dados" (DD) no Anexo II da Lista Vermelha Oficial do Brasil (MMA 2008).
Ação Situação
1.2.1.3 Sub-national level on going
Citada como Rara na Lista Vermelha da flora ameaçada de Santa Catarina (Klein, 1990).

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
Ornamental
​É utilizada como planta ornamental (Reitz, 1983).