Arecaceae

Acrocomia glaucescens Lorenzi

Como citar:

Eduardo Amorim; Monira Bicalho. 2022. Acrocomia glaucescens (Arecaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

EN

EOO:

24.075,702 Km2

AOO:

20,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica do Brasil (Vianna e Campos-Rocha, 2020), com distribuição: no estado de Goiás — no município Mineiros —, e no estado do Mato Grosso — nos municípios Alto Garça, Chapada dos Guimarães, Rondonópolis e Rosário Oeste.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2022
Avaliador: Eduardo Amorim
Revisor: Monira Bicalho
Critério: B2ab(i,ii,iii,iv)
Categoria: EN
Justificativa:

Palmeira endêmica, chegando até 7m de altura. A espécie ocorre no Cerrado, em fitofisionomia de Cerrado sensu lato. Apresenta AOO igual a 20km² e quatro a cinco situações de ameaças. Considerando as atividades pecuaristas, o desamamento para criação de pastos e a ação do fogo para o manejo, como os fatores que podem prejudicar a perpetuação da espécie na natureza. Apesar do valor de extensão de ocorrência extrapolar os limiares para uma categoria de ameaça, o bioma de ocorrência vem sofrendo grandes perdas de áreas de vegetação natural. E ainda, ocorrendo perda significativa de área de ocupação, visto que 53,58% (10,72km²) da AOO útil da espécie queimaram em 2019. Diante o cenário, infere-se declínio de extensão de ocorrência, área de ocupação, qualidade de habitat e número de situações de ameaças. Assim, a espécie foi avaliada como Em Perigo (EN) de extinção. Recomendam-se ações de pesquisa (busca por novas áreas de ocorrência, censo e tendências populacionais, estudos de viabilidade populacional) e ações de conservação (Planos de Ação, Cumprimento de efetividade de Unidades de Conservação e Conservação ex situ)

Quantidade de locations: 4
Possivelmente extinta? Não

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Descrita em: Brazil. Fl. Arec. 21, 2010. É reconhecida pelas folhas 3 – 10, 1,5-2 m compr.; bainha 26 – 56 cm compr.; pecíolo com margem inteira, 13-33x0,6-2,2 cm; raque foliar 47 – 158 cm; pinas 10 – 61 (de cada lado), inseridas quase regularmente, em diferentes planos. Bráctea peduncular 36 – 73 m compr.; inflorescência ramificada em primeira ordem, 58 cm compr.; pedúnculo 22-56x0,5-1,3 cm; raque 5 – 17 cm compr.; ráquilas 5 – 27, 8 – 18 cm compr.; flor estaminada 0,5-0,7x0,4 cm compr.; sépalas 3, livres, margem irregularmente ciliada, 0,15x0,15 cm compr.; pétalas 3, livres, margem inteira, 0,4-0,6x0,2 cm compr.; estames 6, 0,35 cm compr., filetes 0,25 cm compr., anteras retas, 0,2-0,25 cm compr. Fruto globoso, verde-amarelado, 1,5-2,4x1,5-2,6 cm; com uma semente (Martins, 2012). Popularmente conhecida como macaubinha na Região Centro-Oeste (Vianna e Campos-Rocha, 2020).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido
Detalhes: Não é conhecido valor econômico da espécie.

População:

Flutuação extrema: Desconhecido
Detalhes: Não existem dados populacionais.

Ecologia:

Substrato: terrestrial
Forma de vida: tree
Longevidade: perennial
Biomas: Cerrado
Vegetação: Cerrado (lato sensu)
Habitats: 1.5 Subtropical/Tropical Dry Forest, 2.1 Dry Savanna
Detalhes: Palmeira com até 6,5 m de altura (Martins, 2012). Ocorre no Cerrado, em Cerrado (lato sensu) (Vianna e Campos-Rocha, 2020).
Referências:
  1. Martins, R.C., 2012. A família Arecaceae (Palmae) no estado de Goiás : florística e etnobotânica. Tese (Doutorado em Botânica)—Universidade de Brasília.
  2. Vianna, S.A., Campos-Rocha, A., 2020. Acrocomia. Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. URL http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB121837 (acesso em 04 de novembro de 2021)

Reprodução:

Fenologia: flowering (Dec~Jan), fruiting (Nov~Jan)

Ameaças (2):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.1 Ecosystem conversion 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded habitat past,present,future national high
De acordo com o Atlas das Pastagens Brasileiras, os municípios Chapada dos Guimarães (MT), Mineiros (GO), Rondonópolis (MT) e Rosário Oeste (MT) possuem, respectivamente, 27,89% (179900ha), 33,77% (305207ha), 45,79% (214582ha) e 26,54% (190253ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagem, segundo dados de 2019 (Lapig, 2021). De acordo com o MapBiomas, os municípios Chapada dos Guimarães (MT), Mineiros (GO), Rondonópolis (MT) e Rosário Oeste (MT) possuem, respectivamente, 30,97% (199787ha), 37,18% (336036ha), 47,69% (223497ha) e 28,47% (204101ha) de seus territórios convertidos em áreas de pastagens, segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2021).
Referências:
  1. Lapig - Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento, 2021. Atlas Digital das Pastagens Brasileiras, dados de 2019. Municípios: Chapada dos Guimarães (MT), Mineiros (GO), Rondonópolis (MT) e Rosário Oeste (MT). URL https://www.lapig.iesa.ufg.br/lapig/index.php/produtos/atlas-digital-das-pastagens-brasileiras (acesso em 04 de novembro de 2021).
  2. MapBiomas, 2021. Projeto MapBiomas - Coleção 5 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2019. Municípios: Chapada dos Guimarães (MT), Mineiros (GO), Rondonópolis (MT) e Rosário Oeste (MT). URL https://mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com/EstatADsticas/Dados_Cobertura_MapBiomas_5.0_UF-MUN_SITE_v2.xlsx (acesso em 04 de novembro de 2021).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.2 Ecosystem degradation 7.1.3 Trend Unknown/Unrecorded habitat,occupancy past,present,future national high
Um total de 53,58% (10,72km²) da AOO útil da espécie queimaram em 2019 [Formação Savânica (17,41%), Pastagem (16,56%), Agricultura (12,71%), Formação Florestal (4,5%), Formação Campestre (1,39%), Outra Área não Vegetada (1,01%)]. Um total de 32,57% (6571,36km²) da EOO útil da espécie queimaram em 2019 [Formação Savânica (12,38%), Agricultura (7,49%), Pastagem (7,49%), Formação Florestal (4,02%), Formação Campestre (1,15%), Outra Área não Vegetada (0,04%)] (MapBiomas-Fogo, 2021).
Referências:
  1. MapBiomas-Fogo, 2021. Projeto MapBiomas Fogo - Coleção 5 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso de Solo do Brasil, dados de 2019. URL https://https://mapbiomas.org (acesso em 04 de novembro de 2021).

Ações de conservação (1):

Ação Situação
1.1 Site/area protection needed
A espécie não é conhecida em nenhuma unidade de conservação, mas claramente existe a necessidade de melhorar a proteção do habitat nos locais onde se sabe que ela ocorre. São necessárias pesquisas adicionais para determinar se esta espécie está ou não experimentando um declínio efetivo ou está passando por flutuações naturais da população.

Ações de conservação (1):

Uso Proveniência Recurso
17. Unknown
Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais.