Eduardo Amorim; Monira Bicalho. 2022. Acrocomia corumbaensis (Arecaceae). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Espécie endêmica do Brasil (Vianna e Campos-Rocha, 2020), com distribuição: no estado do Mato Grosso do Sul — no município Corumbá.
Palmeira endêmica do Brasil, com até 8m de altura. Ocorre no Pantanal, em áreas abertas, crescendo em solos bem drenados e com vegetação secundária típica de floresta seca. Apresenta somente dois registros, no município de Corumbá, Mato Grosso do Sul, onde é reportada como sua localidade tipo. Apesar do conhecimento da distribuição da espécie mostrar-se subestimado, tendendo como a possibilidade de aplicação da categoria DD. O estado do Mato Grosso do Sul apresenta grande impacto devido às atividades pecuaristas. Um total de 75,73% (3,03km²) da AOO útil da espécie queimaram em 2019. Diante o cenário, infere-se declínio de extensão de ocorrência, área de ocupação, qualidade de habitat. Assim, a espécie foi avaliada como Criticamente em Perigo (CR) de extinção, de acordo com os valores de EOO, AOO e número de situações de ameaças. Recomendam-se ações de pesquisa (busca por novas áreas de ocorrência, censo e tendências populacionais, estudos de viabilidade populacional) e ações de conservação (Planos de Ação, Conservação in situ e ex situ).
Descrita em: Phytotaxa 314(1): 46, 2017. A espécie difere de outras espécies de Acrocomia arborescentes (A. aculeata, A. intumescens, A. crispa e A. totai), principalmente pela cor de sua inflorescência e flores, ambas verdes na maturidade em vez de amarelas como a outros e pelo tamanho menor de seu fruto, sendo praticamente do mesmo tamanho dos endocarpos das demais espécies (Vianna, 2017). Popularmente conhecida como macaubinha e bocaiuvinha (Vianna, 2017, Vianna e Campos-Rocha, 2020).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 2.3.4 Scale Unknown/Unrecorded | habitat | past,present,future | local | medium |
| De acordo com o Atlas das Pastagens Brasileiras, o município Corumbá (MS) possui 29,31% (1888935ha) do seu território convertido em áreas de pastagem, segundo dados de 2019 (Lapig, 2021). De acordo com o MapBiomas, o município Corumbá (MS) possui 8,68% (559055ha) do seu território convertido em áreas de pastagens, segundo dados de 2019 (MapBiomas, 2021a). Em 2014, a espécie apresentava 34,87% (139,48ha) da sua AOO útil (400ha) em áreas de pastagem, enquanto em 2019, a espécie apresentava 34,75% (139ha), o que representou um decréscimo de 0,12% (0,48ha) em áreas de pastagem (MapBiomas, 2021b). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 7.1.3 Trend Unknown/Unrecorded | habitat | past,present,future | local | high |
| Um total de 75,73% (3,03km²) da AOO útil da espécie queimaram em 2019 [Formação Florestal (34,84%), Pastagem (24,46%), Formação Savânica (9,55%), Formação Campestre (6,88%)] (MapBiomas-Fogo, 2021). | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.1 Site/area protection | needed |
| A espécie não é conhecida em nenhuma unidade de conservação, mas claramente existe a necessidade de melhorar a proteção do habitat nos locais onde se sabe que ela ocorre. São necessárias pesquisas adicionais para determinar se esta espécie está ou não experimentando um declínio efetivo ou está passando por flutuações naturais da população. | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 1. Food - human | natural | fruit |
| Os frutos são comestíveis e as populações locais utilizam seus pequenos frutos para produção de licor (Vianna e Campos-Rocha, 2020). | ||
Referências:
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